Educação e política! Dois temas que são intrínsecos por tratarem de assuntos confluentes para a mesma solução. A primeira deveria ser boa conseqüência da segunda, se gerida por pessoas de intocável espírito público, onde as políticas públicas estivessem voltadas para o bem estar social, e o contribuinte teria os benefícios dos impostos pagos, já que cada um que é cobrado tem um destino (pelo menos teria, dentro das normas legais da honestidade e do espírito público que buscamos nos políticos): o benefício à população, que, com felicidade, veria os seus impostos transformados em escolas públicas de excelente qualidade, suas ruas com saneamento básico, moradia para todos, hospitais e postos de saúde funcionando com presteza, sem a incompetência e a falta de vontade política e pessoal que vemos hoje. Mas, essa incompetência e desonestidade só vêm a público quando os erros já estão em tal alto grau, que não há como esconder do povo. Temos exemplos atuais, presentes em toda a mídia falada, escrita ou televisada. As epidemias não são apenas da falta de saúde, não são unicamente de problemas médicos, também temos “epidemias” de falta de competência para ocupar cargos públicos de importância federal, estadual ou municipal, porque são indicações políticas de promessas de campanhas e não de competência para o cargo assumido. Vemos escancaradamente filmes que poderiam ser considerados “pornográficos” por mostrarem a falta de honestidade para lidar com o erário público, falta de vergonha, mentiras explícitas e maus exemplos, quando se tenta passar por honesto quando não o é.
Ano que vem, 2010 teremos um festival de mentiras, de descaramento, para enganar o povo que vai às urnas, infelizmente, na maioria, sem o conhecimento necessário para a escolha importante que vai fazer. O “blá, blá, blá” dos horários políticos do rádio e da televisão, as reuniões feitas para tratar de assuntos relevantes em favor do povo, os discursos proferidos ao público eleitor, são os mesmo de cinqüenta, cem anos atrás. Tudo é o mesmo, mudam apenas as figuras.
O candidato, quando está em busca de votos, fala em “resgate da dignidade do povo, austeridade com a coisa pública, honestidade, educação pública de qualidade, saúde com postos 24 horas em todos os bairros, moradia com água, luz, redes de esgotos subterrâneas, etc, etc, etc”. Usa e abusa de acusações aos contrários, sem olhar que o telhado dele também é de vidro. Há quantos anos ouvimos e vemos falar em “Educação de qualidade” para nossos jovens? Tentem lembrar, há quantos anos ouvimos falar disso? Mas o que temos hoje em dia? Onde está a qualidade da educação pública?
Nossas crianças deveriam estar mais estruturadas no ensino de base, para enfrentarem um vestibular sem depender de cotas humilhantes para isso ou para aquilo, o que também acho uma forma de esconder a incompetência de se fazer um bom ensino que beneficie tanto o branco, quanto o afro descendente, o índio, ou qualquer outra vertente de nossa diversificada raça.
Eles prometem tanto e no final, vemos pais dormindo dias e dias em filas nas portas de escolas públicas para poderem matricular os filhos. Isso passa a ser um desrespeito por parte de quem promete tanto e faz tão pouco.
Na política deveríamos ter uma renovação com novos quadros, criando-se um novo pensar, um novo agir. Com isso, novos conhecimentos surgiriam, pessoas que tivessem uma nova concepção em saber diferenciar “poder público, de poder particular”. Isso traria como conseqüência, a mudança da visão política retrógrada, na qual os fins justificam os meios (idéia, aliás, que nosso guru de Brasília tem erradamente, por sinal), e seria voltada para o bem estar comum com o surgimento de novos líderes, sem os vícios antigos. Alguns pensam que o poder publico é de propriedade individual ou de grupos formados para usufruir de seus benefícios e não do povo, que também erra ao trocar voto por benefícios individuais, colocando pessoas inconseqüentes e incompetentes para ocuparem cargos públicos.
A educação é a base para um amanhã com segurança, conforto, bons empregos, bons hospitais, boas escolas, e ela é a mola mestra no combate à violência, à corrupção, a má administração, e ao perigo do voto errado. (creio que é por isso que o poder dá tão pouca importância à educação).
Políticas educacionais devem sofrer uma radical transformação. Chega de ter governo populista, usando de falso paternalismo para encobrir a incompetência e desonestidade de seus participantes e aliados.
Deve-se qualificar o trabalhador com boas escolas técnicas, ensiná-lo a lutar pelo seu lugar na sociedade,
O gesto de uma boa política educacional será notado apenas no futuro, quando as gerações de crianças de agora tornarem-se os homens de amanhã e isso, para os políticos não serve, pois eles tem que mostrar resultados imediatos, pois isso gera voto.
O ideal seria um trabalho sério em prol de políticas de emprego, de educação de qualidade com professores bem pagos, moradias dignas com saneamento básico, água e luz, saúde com bons hospitais e postos médicos de referência exemplar e segurança pública que funcione com policiais bem pagos, baixando o índice de violência e não o aumentando.
A alguns isso pode ser apenas uma utopia, mas reformulando uma frase de Martin Luther King que dizia: “O sonho de um só, é um sonho, mas o sonho de muitos se torna realidade.” Poderíamos dizer: “O sonho de um só pode ser o começo do sonho de muitos, e o sonho de muitos, pode se tornar realidade.”
Pense muito, senhor eleitor, quando for dar o seu voto, afinal, seu erro pode custar caro a você e a todos nós, contribuintes, e será um erro de quatro anos. Vote sim, depois de uma análise de todos os candidatos, pois, ano que vem, você deverá escolher um deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da república.
Ninguém pode dizer a você em quem votar, apenas sua consciência pode fazê-lo, pois seu voto é secreto. Faça um “mea culpa” e analise o seu candidato, lembre-se do que foi publicado ou o que você ouviu falar dele e decida, não para o bem individual, mas para o bem coletivo.
Analise e vote consciente, lembrando-se que a educação de um povo é a sua libertação das rédeas dos poderosos.
Política e Educação, Saúde, Moradia e Segurança, são a contrapartida do seu voto.
Vote consciente. Você é um ser humano que sabe pensar e tirar suas próprias conclusões de tudo o que se passa à sua frente.